Dor de cabeça: conheça os principais tipos de cefaleia e saiba quando procurar ajuda médica
Por: Granjear - 17 de Julho de 2026
Quase todo mundo já teve dor de cabeça alguma vez na vida. No entanto, nem toda cefaleia é igual. O local da dor, sua intensidade, duração e os sintomas associados ajudam a identificar sua possível origem.
Conhecer essas diferenças pode facilitar o diagnóstico e evitar que problemas mais importantes passem despercebidos.
O que é cefaleia?
Cefaleia é o nome médico dado à dor de cabeça.
Ela pode ser classificada em dois grandes grupos:
- cefaleias primárias, quando a própria dor é a doença (como enxaqueca e cefaleia tensional);
- cefaleias secundárias, quando surgem em consequência de outra condição, como sinusite, infecções, hipertensão grave ou traumatismos.
Enxaqueca
A enxaqueca é uma doença neurológica bastante comum.
Os sintomas incluem:
- dor pulsátil;
- geralmente unilateral;
- náuseas;
- vômitos;
- sensibilidade à luz;
- sensibilidade aos sons.
As crises podem durar entre 4 e 72 horas.
Cefaleia tensional
É o tipo mais frequente.
Normalmente provoca sensação de aperto ou pressão na testa, couro cabeludo e nuca.
Entre os fatores associados estão:
- estresse;
- tensão muscular;
- má postura;
- noites mal dormidas;
- excesso de telas.
Cefaleia em salvas
Apesar de menos frequente, é considerada uma das dores mais intensas.
Caracteriza-se por:
- dor intensa ao redor de um olho;
- lacrimejamento;
- vermelhidão ocular;
- congestão nasal.
As crises costumam ocorrer em horários semelhantes durante semanas.
Dor relacionada à sinusite
Quando existe inflamação dos seios da face, pode surgir dor na testa, maçãs do rosto e ao redor dos olhos, geralmente acompanhada de congestão nasal e secreção.
Cefaleia cervicogênica
Problemas na coluna cervical também podem irradiar dor para a cabeça.
Normalmente a dor começa no pescoço e piora com determinados movimentos.
Quando a dor de cabeça merece atenção?
Procure atendimento imediatamente se houver:
- início súbito e muito intenso;
- febre;
- rigidez no pescoço;
- alteração da fala;
- perda de força;
- desmaios;
- crises após traumatismo.
Também vale investigar dores frequentes que interferem na qualidade de vida.
Nem toda dor de cabeça precisa preocupar, mas nenhuma deve ser ignorada quando se torna recorrente.
O diagnóstico correto é o primeiro passo para um tratamento eficaz e para recuperar qualidade de vida.